Acordo cedo. Não tão cedo! Passam das oito.
Corre. Pega a toalha. Entra no banho. Sai do banho. Visto-me.
- Ah, o café! - penso - Não. Vou atrasar. Quando resolver tudo satisfaço minha fome.
Espero o ônibus. Cadê o ônibus?! Devia ter tomado café.
Lá vem!
Subo.
No ponto final, desço.
Não resolvo nada do que queria. Ao menos corto o cabelo.
Esqueci: ainda não tomei café. Hora de lanchar.
Numa lanchonete, olho para o lado.
Uma senhora surda-muda oferece alguma coisa a um senhor.
Ela se aproxima de mim.
São cartões com figuras do alfabeto em linguagem de libras.
Oferece-me um.
Recuso.
Ela gesticula como quem dissesse: '- Custam apenas 1 real.'
Agradeço. Mas recuso.
A cena se repete com as demais pessoas presentes.
Por fim, a senhora surda-muda volta.
Com maior tom de apelo nos gestos.
Acabo por ceder aos seus pedidos.
Pego um dos cartões e dou-lhe duas moedas como pagamento.
Ao tempo que esta sorri e me agradece com um singelo: "- MUITO OBRIGADO!"
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[]'s
JoaoPau1o

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